terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Sistema Único de Saúde (SUS)

  Dando continuidade ao estudo da síndrome metabólica, na postagem de hoje será discutido sobre os princípios básicos do SUS. O Sistema Único de Saúde foi criado em 1988, pela Constituição Federal, para ser o sistema de saúde de todos os brasileiros. Em resumo, o SUS é a rede que reúne postos de saúde, ambulatórios, hospitais, laboratórios, enfim, todos os estabelecimentos públicos de saúde responsáveis por garantir o direito dos cidadãos a consultas, exames, internações e tratamentos. Os serviços prestados pelo SUS são destinados a todos os cidadãos e são financiados com recursos arrecadados por meio de impostos e contribuições pagos pela população.
  Diferentemente do que acontece com planos de saúde comerciais, no SUS todos têm direito aos serviços que são gratuitos e oferecidos de maneira integral (sem restrições, carência, etc). O atendimento oferecido deve ser igual para todos, sem discriminação, independentemente de contribuição ou trabalho com carteira assinada.
  O modelo de atuação do SUS vem sendo reformulado. Esse sistema é organizado para se antecipar aos problemas de saúde ou tentar solucioná-los o quanto antes e o mais perto possível da população. Desta forma, o antigo modelo no qual o paciente com problemas de saúde deveria se dirigir ao hospital está, aos poucos, sendo substituído por um modelo no qual os agentes de saúde entram em contato com a população e encaminham as pessoas para consultas na Unidade Básica de Saúde mais próxima.
  Um aspecto interessante dessa postura é a criação de vínculos com os pacientes: uma situação muito discutida ao longo das postagens do blog e essencial para uma boa conduta médica.
  Para o exercício dessa proximidade com os pacientes, há o Programa de Saúde da Família (PSF).Esse programa atua nas Unidades Básicas de Saúde, localizadas estrategicamente em várias regiões de cada cidade, através de uma equipe composta por: 
  • 1 médico(a) generalista (clínico-geral)
  • 1 enfemeiro(a) 
  • 1 auxiliar de enfermagem 
  • entre 4 e 6 agentes comunitários de saúde, 
  • outros profissionais - como dentistas, assistentes sociais e psicólogos - poderão ser incorporados às equipes ou formar equipes de apoio, de acordo com as necessidades e possibilidades locais.
A atuação dessa equipe é intermediada pela ação dos agentes de saúde e tudo pode ser resumido na seguinte imagem: 

  Com essa introdução básica acerca do SUS, encerra-se mais uma postagem. Dúvidas e sugestões podem ser feitas nos comentários. Seria interessante discutir quais as vantagens e as desvantagens desse sistema apresentado na postagem nos comentários. Na próxima postagem, será feita uma reflexão acerca do contexto da síndrome metabólica no SUS bem como haverá a finalização do blog. Até a próxima semana.

Fontes: http://www.guiadedireitos.org/index.php option=com_content&view=article&id=12%3Afuncionamento-do-sus&catid=20%3Asus&Itemid=32

http://www.guiadedireitos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=11&Itemid=32

9 comentários:

  1. Interessante entender como o SUS funciona mais 'burocraticamente'. O modelo do SUS inclui o cidadão não apenas como usuário, mas também como participante da gestão do sistema. A Lei Orgânica da Saúde, que detalha todo o funcionamento desse sistema, estabelece dois importantes mecanismos de participação da população: as conferências e os conselhos de saúde. A comunidade, por meio de seus representantes, pode opinar, definir, acompanhar e fiscalizar as ações de saúde nas três esferas de governo. Os conselhos de saúde são os órgãos de controle do SUS pela sociedade nos níveis municipal, estadual e federal. De caráter permanente e deliberativo, cada conselho tem como missão deliberar, fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde, propondo correções e aperfeiçoamentos e permitindo à população interferir na gestão da saúde, defendendo os interesses da coletividade para que estes sejam atendidos pelas ações governamentais. Entre as competências dos conselhos estão aprovar o Plano Nacional de Saúde, a cada quatro anos, e o orçamento anual da saúde, além de acompanhar a execução orçamentária. Os conselhos de saúde funcionam como colegiados formados por representantes do governo, dos prestadores de serviços, dos profissionais de saúde e dos usuários.

    Fonte: http://bioquimicaesusnaoinvasivos.blogspot.com.br/2014/10/sus-de-1988-ate-hoje.html

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  2. Um aspecto interessante do SUS que pode ligá-lo à temática da Sindrome Metabólica é o seu modo de ação: atenção primária. Como exposto aqui ao longo das postagens anteriores, grande parte dos fatores relacionados à Síndrome, como Hipertensão, Hipercolesterolemia e Obesidade têm na detecção precoce um grande fator aliado. E, mesmo em estados mais avançados, o acompanhamento e o tratamento contínuo são fundamentais. Aí entra outra forte característica do SUS como aliada: o vínculo estabelecido entre médico e paciente. Em consultórios tradicionais, mesmo que o médico dê diagnóstico e todas as indicações, o retorno do paciente depende apenas dele mesmo, e muitas vezes não se concretiza. Na atenção básica, o agente de saúde deve estar sempre a par da condição dos moradores de sua região. Portanto, o acompanhamento é muito mais eficaz que nos meios tradicionais.

    Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/16104-seis-estrategias-para-prevenir-e-controlar-a-sindrome-metabolica

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  3. O SUS se baseia na participação ativa na construção de uma nova consciência voltada para o social. Os cargos diretivos são os construtores desse sistema e o povo é receptível ao aprendizado de qualidade. Isso é, no papel uma conquista democrática de saúde como um direito de todos os cidadãos e dever do Estado, esteja garantido mediante políticas sociais e econômicas e, reconhecido ainda que entre as políticas sociais promovidas pelo Estado Brasileiro. A saúde ainda é a mais inclusiva, pois através do SUS é garantido o acesso universal, com atendimento integral e gratuito. Pensar hoje em Saúde é pensar num meio de nos comprometermos com algo maior do que nós. Apesar de haver muito o que melhorar, ideologicamente é bem refletido. Cabo a nós e ao governo sabermos que podemos transformar o mundo, desde que para isso saibamos exatamente onde nós estamos e aonde podemos chegar. Exames no SUS também possuem uma dinâmica realmente boa, na qual podem ajudar no disgnóstico da síndrome metabólica como perfil Lipídico, PCR ultrassensível, APO a, APO b, Lipoproteína A e Homocisteína.

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  4. O princípio fundamental que articula o conjunto de leis e normas que
    constituem a base jurídica da política de saúde e do processo de organização do
    SUS no Brasil hoje está explicitado no artigo 196 da Constituição Federal (1988),
    que afirma: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
    políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Esse artigo traz, além da idéia central do direito à saúde como direito de cidadania, inerente a todos aqueles que sejam brasileiros, por nascimento ou naturalização, a noção de que cabe ao Estado a responsabilidade por promover a saúde, proteger o cidadão contra os riscos a que ele se expõe e assegurar a assistência em caso de doença ou outro agravo à saúde.
    O cumprimento dessa responsabilidade política e social assumida pelo Estado
    implica na formulação e implementação de políticas econômicas e sociais que
    tenham como finalidade a melhoria das condições de vida e saúde dos diversos
    grupos da população. Isto inclui a formulação e implementação de políticas
    voltadas, especificamente, para garantir o acesso dos indivíduos e grupos às ações e serviços de saúde, o que se constitui, exatamente, no eixo da Política de saúde, conjunto de propostas sistematizadas em planos, programas e projetos que visam, em última instância, reformar o sistema de serviços de saúde, de modo a assegurar a universalização do acesso e a integralidade das ações.

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  5. A gordura que se deposita na barriga provoca modificações em seu metabolismo e atrapalham a ação da insulina. Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga e as mulheres devem ficar abaixo dos 88 cm. Orientais, por sua vez, tem uma restrição ainda maior, podendo alcançar apenas 80 cm de cintura.
    O sedentarismo é um grande fator de risco no desenvolvimento da síndrome metabólica, portanto escolha uma atividade prazerosa e que, de preferência, ajude no controle do estresse e melhore a qualidade do sono.

    http://www.minhavida.com.br/saude/materias/16104-seis-estrategias-para-prevenir-e-controlar-a-sindrome-metabolica

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  6. Algumas ações programáticas realizadas em Unidades Básicas de Saúde objetivam controlar fatores de risco cardiovascular, preocupando-se individual e coletivamente. Foi realizada uma pesquisa para estabelecer a prevalência da síndrome metabólica nos indivíduos integrantes dos Programas Municipais de Saúde do Adulto de Controle da Hipertensão Arterial Sistêmica e do Diabetes, atendidos em uma Unidade Básica de Saúde de Bauru (SP), e correlacionar fatores determinantes entre si. A amostra incluiu 169 indivíduos, submetidos a medidas antropométricas, de pressão arterial e perfil bioquímico. A prevalência da síndrome metabólica foi 61,5%. Destes, 30,8% apresentaram-na controlada. Desconsiderando-se o risco nos indivíduos com síndrome metabólica controlada, a prevalência diminui para 42,6%. Entre os hipertensos com síndrome metabólica, 34,7% apresentaram-se controlados em relação à hipertensão e, destes, 67,6% controlados em relação à síndrome metabólica. Já os diabéticos com síndrome metabólica, 27,0% apresentaram-se controlados em relação à glicemia de jejum e, destes, 21,3% controlados em relação à síndrome metabólica. Os resultados sugerem que a prevalência da síndrome metabólica é considerável. Portanto, atenção crescente a ela e seus fatores predisponentes permanece de importância considerável para a saúde pública e clínica. O acompanhamento que as Unidades Básicas de Saúde fazem com seus pacientes pode ser determinante para que se possa controlar a Síndrome Metabólica.
    Fonte: http://www.usc.br/biblioteca/salusvita/salusvita_v29_n1_2010_art_03_por.pdf

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  7. Em 1994 foi realizado um encontro que teve como foco da discussão a relação médico-paciente e suas dificuldades, concluindo-se com uma declaração de consenso conhecida internacionalmente como Toronto Consensus Statement
    (Simpson et al., 1991). Entre os dados apresentados podemos destacar que 54% dos distúrbios percebidos pelos pacientes não são tomados em consideração pelos médicos durante as consultas (Stewart et al., 1979), bem como 50% dos problemas psiquiátricos e psicossociais não são considerados (Schulberg et al., 988; Freeling et al., 1985). Em 50% das consultas, médicos e pacientes não concordam sobre a natureza do problema principal (Starfield et al., 1981), e 65% dos pacientes são interrompidos pelos médicos depois de 15 segundos de explicação do problema (Beckman et al., 1984).
    fonte
    http://www.scielosp.org/pdf/csc/v9n1/19831.pdf

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