terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tratamento Geral da Síndrome Metabólica (SM)

  Nas postagens anteriores, viu-se que a SM aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares, e os fatores que geram a síndrome ocasionam uma série de problemas metabólicos no organismo. Diante disso, o tratamento da SM deve ser voltado para a diminuição do risco cardiovascular associado à essa condição, manipulando-se os fatores de risco. Para isso, pode-se estabelecer metas a serem alcançadas em uma abordagem terapêutica (tabela a seguir) e prosseguir para tratamentos medicamentosos ou não-medicamentosos. Nessa postagem será explicitado o tratamento não-medicamentoso e na próxima postagem o tratamento medicamentoso em virtude da extensão dos mesmos.
  Tratamento Não-Medicamentoso: 
  Diante da heterogeneidade de problemas associados ao metabolismo, o tratamento terapêutico não-medicamentoso da SM pode tornar-se uma tarefa complicada. Como já foi bem enfatizado em postagens anteriores, a atitude principal consiste na intervenção no estilo de vida do paciente, especialmente, em relação ao sedentarismo, à alimentação e à manutenção do peso corporal.
  1. Alimentação: Para uma intervenção na alimentação recomenda-se, especialmente, a criação de uma dieta individualizada para cada paciente. O direcionamento da dieta deve ser dado para a perda de peso e de gordura visceral, provocando a normalização dos níveis pressóricos, a correção da dislipidemia e da hiperglicemia. Portanto, aconselha-se uma alimentação rica em fibras, pobres em gorduras saturadas e colesterol e com reduzida quantidade de açúcares simples. Claro que uma dieta restritiva pode provocar difícil aceitação por parte do paciente, mas é aí que diferenciam-se os médicos experientes: a capacidade de negociação com o paciente é essencial para o estabelecimento eficaz da dieta. Além disso, o papel de nutricionistas é fundamental tanto na etapas de negociação quanto na de elaboração da dieta.
  2. Sedentarismo: Questão também já discutida em postagens anteriores. A intervenção ao sedentarismo acontece através da introdução de atividades físicas regulares que devem ser adequadas à faixa etária e ao condicionamento físico de cada indivíduo. Com isso, há o benefício cardiovascular e a manutenção do peso.
  3. Hábitos: Diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas relaciona-se com diminuição da pressão arterial, dos níveis de triglicerídeos e da carga calórica total. Diminuição do hábito de fumar (tabagismo) está bem relacionado com a redução de riscos cardiovasculares.
  4. Adesão do paciente: Deve ser ressaltado que o tratamento não-medicamentoso deve ser um ponto importante levantado pelo médico, mas que depende especialmente de uma única pessoa: O paciente. Por estar envolvendo fatores intrínsecos ao estilo de vida formado pelo paciente desde o seu nascimento, é difícil uma adesão completa do paciente. Portanto, a relação entre o médico e o paciente, isto é, o vínculo entre eles deve estar bem forte.
 Chega ao fim a sexta postagem. Na próxima postagem, como já mencionado, será dado continuidade ao tratamento da SM, mais especificamente o tratamento medicamentoso. Dúvidas e sugestões podem ser feitas nos comentários.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2005000700001&script=sci_arttext
Aula do osmar!!

9 comentários:

  1. Como na postagem a síndrome metabólica e o risco cardiovascular são relacionados é importante entendermos mais sobre isso. Os componentes individuais da síndrome metabólica são fatores de risco independentes para o desenvolvimento de doença cardiovascular aterosclerótica. As tentativas de se estabelecer critérios diagnósticos para esta síndrome são baseadas no princípio de que estes componentes podem agir de maneira sinérgica ou aditiva amplificando o risco, o que ainda não foi demonstrado. Entretanto, deve ser mencionado que os estudos sobre mecanismos fisiopatológicos e riscos cardiovasculares, bem como as tentativas de definição da síndrome metabólica, são recentes e ainda restam muitas dúvidas e indefinições sobre o assunto.

    Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302006000200001&script=sci_arttext

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  2. Um fator que possui grande intimidade com a síndrome metabólica é hiperuricemia (aumento do índice de ácido úrico no sangue). Tal fator, que tem significativa (mas não única) causa a alimentação, tem se mostrado, de acordo com alguns estudos, mais relacionado com o aparecimento da síndrome metabólica até mesmo que a obesidade. O estudo citado na fonte afirma: "Neste estudo, a prevalência de SM foi maior que a encontrada por outros autores que avaliaram crianças e adolescentes obesos17,18 e corrobora os resultados anteriores de uma amostra de adultos hipertensos de Cuiabá – Mato Grosso – em que a prevalência de ácido úrico elevado é significativamente maior no grupo com SM.19".
    Esse associação se explica, de acordo com o estudo, por meio de dois mecanismos. O primeiro diz respeito a uma indução, pelo ácido úrico, a reações inflamatórias nos adipócitos, devido a xantina oxidoredutase (a enzima que gera o ácido úrico a partir da xantina) ser expressa nos adipócitos e ser fundamental para o processo de adipogênese. Já o segundo tem a ver com um aumento de liberação de óxido nítrico pelas células endoteliais mediado pelo ácido úrico. Estudos mostraram que componentes da síndrome metabólica se desenvolveram em camundongos com síntese de óxido nítrico endotelial.

    Fonte: http://jped.elsevier.es/pt/relacao-entre-acido-urico-e/articulo/90217777/

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  3. Uma das doenças mais comuns da síndrome metabolica é a displidemia. É causada principalmente por uma má alimentação e falta de exercícios físicos. Ela consiste no alteração do perfil lipídico do paciente, relatando um grande aumento de triglicerídeos e de LDL e um abaixamento nos níveis de HDL. É diagnosticada com um exame de perfil lipídico através de uma amostra sanguínea e pode ser combatida com dieta e prática de exercícios físicos.

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  4. Várias estratégias têm sido propostas para prevenir o desenvolvimento de síndrome metabólica. Estas incluem o aumento da atividade física (como caminhar 30 minutos todos os dias), e uma dieta saudável de calorias reduzidas. Muitos estudos demonstram o valor de uma vida saudável. No entanto, um estudo descreve que essas medidas potencialmente benéficas são eficazes em apenas uma minoria de pessoas, principalmente devido à falta de cumprimento de estilo de vida e mudança de dieta. A International Obesity Taskforce afirma que as intervenções a nível sociopolítico são necessárias para reduzir o desenvolvimento da síndrome metabólica em populações.
    Fontes: http://journals.lww.com/acsm-msse/pages/articleviewer.aspx?year=2003&issue=10000&article=00013&type=abstract

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  5. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os fatores de risco mais importantes para a morbimortalidade relacionada às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) são: hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia, ingestão insuficiente de frutas, hortaliças e leguminosas, sobrepeso ou obesidade, inatividade física e tabagismo. Cinco desses fatores de risco estão relacionados à alimentação e à atividade física e três deles têm grande impacto no aparecimento da Síndrome Metabólica (SM). A predisposição genética, a alimentação inadequada e a inatividade física estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento da SM, cuja prevenção primária é um desafio mundial contemporâneo, com importante repercussão para a saúde.

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2005000700001&script=sci_arttext

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  6. Apesar de poderem ser separados em "categorias" de acordo com a doença, muitas características são comuns a vários tratamentos, e até mesmo à prevenção desse tipo de síndrome. Os trabalhos sobre o assunto informam que a terapia nutricional visa a limitar o consumo de gorduras saturadas e ácidos graxos trans isômeros, os principais envolvidos no aumento da colesterolemia. O aporte protéico deve ser semelhante às recomendações da população geral, com ênfase no consumo de proteínas de origem vegetal e de peixe. Outro fator importante refere-se ao índice glicêmico dos alimentos: dietas de alto índice glicêmico estão relacionadas à promoção da resistência insulínica, obesidade e diabetes mellitus tipo 2. Quanto às fibras alimentares, muitos estudos comprovam que a dieta rica em fibras diminui o risco de doenças coronarianas e diabetes mellitus tipo 2, além de contribuir para melhor controle glicêmico. Portanto, a alimentação adequada constitui um fator indispensável não somente no tratamento, como também na prevenção da síndrome metabólica.

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  7. A meta de tratamento de síndrome metabólica é reduzir seu risco de doença cardíaca e diabetes.O médico irá recomendar mudanças no estilo de vida ou medicamentos que ajudem a reduzir sua pressão sanguínea, colesterol LDL e açúcar no sangue.
    - Perder peso. O objetivo é perder entre 7% e 10% do peso. Isso provavelmente terá que ingerir 500 1.000 calorias a menos por dia.
    - Fazer 30 minutos de exercícios de intensidade moderada, como caminhada, 5 a 7 dias por semana.
    - Reduzir o colesterol através da perda de peso, exercícios e medicamentos para baixar o colesterol, se necessário.
    - Reduzir a pressão sanguínea através da perda de peso, exercícios e medicamentos, se necessário.
    - Fumantes devem parar de fumar.
    Resta então acompanhar o paciente parar que ele siga as indicações do médico e melhore seus hábitos de alimentação e exercícios para se livrar da síndrome metabólica.
    Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-metabolica

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  8. A obesidade é decorrência de um balanço energético positivo no metabolismo, ou seja, os obesos ingerem mais alimentos do que precisam para repor suas energias. Pode ser associada ou não ao sedentarismo e a problemas hormonais. A reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que problemas de saúde podem aparecer no paciente, como por exemplo: doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, apneia do sono e osteoartrite.
    Sobre o estilo de vida da população, pesquisadores já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento — ainda que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem estabelecida — o estresse da vida moderna e sono insuficiente.

    fonte
    http://acetilmetabolismo.blogspot.com.br/

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