terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tratamento Medicamentoso da Síndrome Metabólica (SM)

  Na postagem anterior, abordou-se, especialmente, o tratamento não-medicamentoso, o qual está intimamente relacionado ao estilo de vida. Hoje, será tratado do tratamento medicamentoso da síndrome metabólica, abordando de forma conjunta todos os fatores que provocam a SM. 
  Tratamento Medicamentoso:
  Esse tipo de tratamento será indicado sempre quando os resultados conseguidos através do tratamento não-medicamentoso não forem satisfatórios, fato que pode ocorrer frequentemente em virtude de fatores discutidos em postagens anteriores como a adesão do paciente ao tratamento. Para o tratamento medicamentoso, deve haver uma postura para cada um dos sintomas da SM (hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemia, obesidade)
  • Hipertensão Arterial (HA): O objetivo é reduzir a pressão arterial e diminuir a morbimortalidade cardiovascular e renal. Recomenda-se o uso de qualquer uma das cinco principais classes de drogas anti-hipertensivas: diuréticos, betabloqueadores, antagonistas de cálcio, inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos receptores de angiotensina II podem ser utilizadas como tratamento inicial da hipertensão arterial, não havendo diferenças entre eles em relação aos benefícios cardiovasculares. Seguem abaixo exemplos dessas drogas e as posturas terapêuticas que devem ser tomadas pelos médicos: principais classes de drogas anti-hipertensivasprincípios do tratamento medicamentoso de HAesquema terapêutico de tratamento da HA
  • Diabetes tipo 2: O objetivo é reduzir a glicemia e diminuir os riscos de doenças cardiovasculares. O efeito das drogas deve ser direcionado para ação anti-hiperglicemiante e antiaterogênica. Combinações terapêuticas de metformina e glitazonas, metformina e sulfoniluréias, e glitazonas e sulfoniluréias têm sido amplamente utilizadas. Além dessa combinação, outras podem ser consultadas  clicando no link e os principais medicamentos para o tratamento da diabetes.
  • Dislipidemia: O objetivo é fazer a prevenção de aterogênese e do surgimento de doenças cardiovasculares. Metas a serem atingidas podem ser vistas clicando no link. Muito importante enfatizar a redução do LDL-colesterol como meta primária a ser alcançada, junto com a correção dos níveis de HDL-colesterol e triglicerídeos. Medicamentos a serem usados são das classes das estatinas, dos fibratos, o ácido nicotínico, o ezetimiba.
  • Obesidade: O objetivo é a redução do peso. As drogas mais indicadas são a sibutramina e o orlistat. Estudos mostram efeitos favoráveis desses medicamentos para a perda de peso e melhora dos parâmetros metabólicos. Outras classes de medicamentos são os noradrenérgicos e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina. Além do tratamento medicamentoso, os objetivos da correção da obesidade podem ser alcançados por tratamento cirúrgico que serão melhor explicados nas próximas postagens.
  Chega ao fim mais uma postagem. Peço que observem com atenção as imagens que foram fornecidas através de link no blog e podem buscar, nas fontes, outras tabelas e esquemas para aprofundar ainda mais o assunto. Dúvidas e sugestões podem ser feitas nos comentários.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2005000700001&script=sci_arttext

6 comentários:

  1. Um ponto que acho que deve ser ressaltado aqui é a relação do uso de estatinas, citadas na postagem, com o nível de colesterol do indivíduo. A eficácia desse tipo de medicamento em reduzir os níveis do mau colesterol é significativa. A longo prazo a redução dos níveis de colesterol significa uma redução na incidência de moléstias degenerativas, principalmente naquelas que as alterações vasculares decorrentes de altos níveis de colesterol no sangue levam à arteriosclerose, à obstrução das artérias do coração, rins, cérebro e circulação de pernas, intestinos e vasos genitais. Observou-se que mesmo pessoas que não tem altos níveis de colesterol no sangue, ao fazerem uso de estatinas, terão menor incidência de obstruções arteriais.

    Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/cardiologia/estatinas-e-colesterol

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  2. Existem 2 grupos principais de drogas aprovados para uso a longo prazo para tratar a obesidade: supressor de apetite de ação central (sibutramina) e inibidor de absorção de nutriente de ação local (orlistat).
    A sibutramina age no sistema nervoso central inibindo a recaptação de noradrenalina e serotonina, e amplifica os sinais de saciedade. Estudo realizado em indivíduos obesos e com sobrepeso mostrou que, quando usada na dose de 10 mg/dia por 6 a 12 meses, houve perda de peso 3 vezes maior em relação ao placebo, e 2/3 dos pacientes tratados com a droga apresentaram perda de peso de 5 a 10% em 1 ano. Leva não só à perda de peso, mas também à melhora dos componentes da síndrome metabólica. Entretanto, pode ocorrer efeito rebote se essa medicação é interrompida, devendo ser mantida a longo prazo para atingir eficácia máxima e sustentada. É mais efetiva se associada a aconselhamento intenso de mudança de estilo de vida. Os efeitos colaterais incluem elevação discreta dos níveis pressóricos e da frequência cardíaca, mas os benefícios metabólicos são maiores que os riscos.
    O orlistat se liga as lipases pancreáticas e reduz a absorção de gordura, inibindo parcialmente a hidrólise da gordura da dieta (triglicerídios) em ácidos graxos livres absorvíveis e monoacilglicerol. Estudos mostram perda de 9 a 10% do peso corpóreo com 1 ano de uso na dose de 120 mg 3 vezes/dia, enquanto o uso de placebo mostrou redução de 6%. No 2º ano de uso, há também perda de peso. O uso a longo prazo mostrou melhora da maioria dos componentes da síndrome metabólica, exceto dos triglicerídios. O efeito colateral está relacionado ao mecanismo de ação, pois 1/3 da gordura e da caloria da dieta são eliminados pelas fezes. Há também redução das vitaminas solúveis em gordura, sendo necessário o uso de multivitamínico.

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  3. Um dos primeiros medicamentos eficazes para reduzir a produção de colesterol foi o Clofibrate, muito usado de 1962 até 1980. Reduzia o níveis de colesterol em média 9%, contudo, por ter aumentado significativamente a produção de cálculos biliares, o medicamento foi banido do receituário médico. Por outro lado, nos que ingeriam o medicamento, houve um aumento na incidência de câncer de fígado. Além disso, o que mais levou ao abandono do uso deste medicamento foi que após 20 anos de observação conclui-se que o número de mortes por doenças atribuíveis aos altos níveis de colesterol não foram reduzidos com a administração do Clofibrate. Além de aumentar a mortalidade por outras causas, é uma droga ineficaz naquilo que se pretende. Este medicamento, no início, foi considerado milagroso.

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  4. O tratamento farmacológico pode ser necessário caso a mudança na rotina não seja suficiente. Os níveis de colesterol saudável são tratados com estatinas, fibratos ou ácido nicotínico. A pressão arterial elevada é tratada com diuréticos ou inibidores da ECA. A hiperglicemia é tratada com metformina, injeções de insulina ou ambos. Baixas doses de aspirina podem ajudar a reduzir o risco de coágulos de sangue, especialmente para as pessoas cujo risco de doença cardíaca é alta. Caso os medicamentos não sejam suficientes pode ser necessário fazer uma cirurgia bariátrica (redução de estômago). O principal e mais eficaz “tratamento” para a síndrome metabólica e complicações associadas, entretanto, passa por uma ampla mudança nos hábitos de vida, nomeadamente uma alimentação mais saudável e prática de exercício físico regular com perda do excesso de peso, deixar de fumar e moderar o consumo de álcool. Como os fatores encontram-se interligados, a melhoria de um dos aspectos da síndrome metabólica pode levar a uma melhoria global de todo o quadro clínico.
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_metab%C3%B3lica

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  5. As principais classes dos medicamentos diuréticos, usados no tratamento de hipertensão, são os diuréticos de alça, os Tiazídicos, e os poupadores de potássio. Eles diferem principalmente no local do túbulo renal em que agem. O local de ação distinto provoca efeitos variáveis (tanto desejáveis quanto adversos), indicados para diferentes doenças. Levando em conta a mudança do local de ação entre as famílias, é comum o uso de associações medicamentosas de diuréticos de classes distintas.

    Fonte: http://bioquimicantidoping.blogspot.com.br/2014/10/quinta-postagem-os-diureticos.html

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  6. Os bloqueadores beta-adrenérgicos ou betabloqueadores são uma classe de fármacos que têm em comum a capacidade de bloquear os receptores β (beta) da noradrenalina. Possuem diversas indicações, particularmente como antiarrítmicos, anti-hipertensores e na protecção cardíaca após enfarte do miocárdio.
    Apesar de terem sido indicados como medicamentos de primeira linha no tratamento da hipertensão, o seu uso foi reduzido pelo aparecimento de novas moléculas mais eficazes, em especial nas pessoas idosas com disfunção eréctil. São no entanto muito úteis sobretudo nos pacientes que têm patologias associadas como é o caso da doença coronária com hipertensão arterial, permitindo reduzir a frequência de polimedicação nestes pacientes. A principal indicação dos bloqueadores beta é na doença coronária, como estabilizadores no caso da angina estável, como atuando como protetores cardíacos após infarto agudo do miocárdio, sendo também utilizados como antiarrítmicos em determinadas situações. São muito úteis nos casos de hipertiroidismo com taquicardia e/ou arritmias, na ansiedade, em certas formas de tremor e enxaqueca a escolha do bloqueador beta depende da patologia já que cada molécula tem as suas características.

    fonte
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Bloqueador_beta-adren%C3%A9rgico#Indica.C3.A7.C3.B5es_cl.C3.ADnicas

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