Uma das consequências da síndrome metabólica é a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA). Apesar de doenças hepáticas serem comumente associadas à ingestão de bebidas alcoólicas, a DHGNA está relacionada com o metabolismo. A doença hepática gordurosa não-alcoólica é uma condição clínico-patológica caracterizada por acúmulo de lipídeos no interior dos hepatócitos. O quadro patológico lembra o da lesão induzida por álcool, mas ocorre em indivíduos sem ingestão etílica significativa. A DHGNA é talvez a causa principal de morbidade e mortalidade ligadas a doenças do fígado. Os pacientes podem ser assintomáticos, apresentar elevações discretas ou moderadas das enzimas hepáticas ou sintomas da patologia causal.
Há duas vias principais para armazenamento, mobilização e metabolismo de ácidos graxos livres (AGL) no fígado: formação de triglicerídeos e subseqüente excreção como lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL) e b-oxidação mitocondrial para formar acetil-Coa, que pode ainda ser oxidada no ciclo dos ácidos tricarboxílicos, ou pode ser convertida em corpos cetônicos. Normalmente os ácidos graxos não são depositados no fígado, no entanto, o estilo de vida sedentário, a grande ingestão de carboidratos e de lipídeos e o estresse favorecem essas vias de armazenamento, provocando a doença.
Mas não para por aí: a DHGNA possui fortes relações com a obesidade, a diabetes e riscos de doenças cardiovasculares. Como tudo isso está profundamente relacionado com a síndrome metabólica, conclui-se que há uma intrínseca associação entre esta síndrome e a doença em questão, podendo até a DHGNA ser considerada como o componente hepático da Síndrome Metabólica.
Apesar de não haver um estudo para averiguar a incidência desse problema hepático na população, sabe-se que a obesidade, os problemas vasculares e a diabetes estão entre os principais problemas de saúde da humanidade. Portanto, é fácil perceber a importância que deve ser dada à DHGNA, dado a relação forte entre esses problemas de saúde e a doença hepática. Para que possamos proceder no tratamento da síndrome metabólica e da DHGNA, deve-se recorrer a uma atitude que, provavelmente, será muito enfatizada no decorrer do blog: a mudança dos hábitos alimentares.
Fontes: http://www.actagastro.org/actas/2007/n4/2007_num4_224-230_05.pdf
http://www.rbconline.org.br/wp-content/uploads/a2008_v21_n02_a04gisele.pdf
É importante frisar sobre a incidência dessa doença em pacientes pediátricos. A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), caracterizada pelo acúmulo de gordura no hepatócito, como explicado na postagem, foi descrita na população pediátrica há três décadas. Desde então, em virtude de sua associação com a obesidade infantil, tornou-se uma das principais causas de doença hepática na criança. Com a prevalência de obesidade em ascensão, a população acometida
ResponderExcluirpela DHGNA está em crescimento. A prevalência da DHGNA na população pediátrica varia de 2,6% a 9,6% se avaliada por método ultrassonográfico ou através de autopsias de pacientes com morte acidental. Em crianças obesas existe uma grande variabilidade de prevalência descrita, desde 15,7% a 77% de acordo com método utilizado ou com a idade, intensidade de obesidade e região geográfica avaliada.
Fonte: http://www.sbhepatologia.org.br/pdf/revista_monotematico_hepato.pdf
Tradicionalmente,o DHGNA tem sido considerada uma condição benigna com baixo risco de evolução para uma doença hepática mais grave. Sua prevalência mundial ainda não foi determinada, mas parece ser a doença hepática mais comum no mundo ocidental, e está aumentando de maneira importante principalmente nos obesos: nos últimos anos, no Brasil e em países do mundo
ResponderExcluirdesenvolvido, a obesidade se tornou um problema de saúde pública mais importante que a desnutrição;com o aumento da prevalência da obesidade,identificou-se a associação entre gordura visceral, resistência à insulina (RI) e uma ampla gama de fatores de risco de origem metabólica e cardiovascular. A DHGNA é resultado do acúmulo de gordura no fígado e parece estar diretamente associada à RI e ao acúmulo de gordura visceral, vindo daí os seus grandes números na atualidade.
A maioria dos pacientes com DHGNA têm poucos ou nenhum sintoma. Os pacientes podem queixar-se de fadiga, mal-estar e desconforto abdominal. Um quadro de icterícia pode ser notado, embora isso seja raro. Mais comumente DHGNA é diagnosticada após os testes de função hepática anormais durante exames de sangue de rotina. Por definição, o consumo de álcool de mais de 20 g/dia (cerca de 25 ml/dia de etanol líquido) exclui a condição.
ResponderExcluirDHGNA está associada à resistência à insulina e síndrome metabólica (obesidade, hiperlipidemia combinada, diabetes mellitus (tipo II) e pressão arterial elevada).
A Biologia Molecular tem proporcionado
ResponderExcluirmuitos avanços na elucidação de questões importantes
relacionadas à nutrição e a síndromes metabólicas, bem como de uma se suas consequências: a DHGNA, tais como os mecanismos pelos quais os genes influenciam a absorção dos nutrientes, o metabolismo, a excreção e até mesmo o paladar. Além disso, estudos genéticos têm demonstrado o quanto
determinados genes determinam a preferência alimentar e o grau de satisfação (saciedade eapetite) dos seres humanos.9 Estudos antropológicos, nutricionais e genéticos sugerem que a dieta humana, incluindo ingestão energética e gasto energético, vem mudando ao longo dos últimos 10.000 anos
(Revolução Agrícola), sendo que a maior mudança ocorreu nos últimos 150 anos, principalmente no tipo e ingestão de gorduras e
vitaminas C e E.
Até a década de 1980, acreditava-se que todo fígado com acúmulo de gordura e sinais de inflamação (hepatite) era causado pelo consumo de álcool. Hoje pode parecer surpreendente, mas esse tipo de alteração é tão comum em usuários de álcool que mesmo que o paciente negasse o consumo de bebidas alcoólicas ainda era considerado como se estivesse mentindo, que logo depois chamou-se de DHGNA. Dessa forma, não há nenhum exame que distingue a esteatose decorrente do uso de álcool da DHGNA, portanto só podemos considerar como DHGNA se não houver histórico de uso de álcool ou se a quantidade ingerida for insuficiente para causar a esteatose
ResponderExcluirÉ importante ressaltar que ão há nenhum exame que distingue a esteatose decorrente do uso de álcool da DHGNA, portanto só podemos considerar como DHGNA se não houver histórico de uso de álcool ou se a quantidade ingerida for insuficiente para causar a esteatose. Essa nomenclatura é, portanto, mais conceitual do que prática.
ResponderExcluirDHGNA é a doença hepática persistente mais comum nos países ocidentais, com uma prevalência estimada de 20%. A presença de doença hepática gordurosa não alcoólica acarreta um risco aumentado de morte relacionada à doença cardiovascular e doença hepática. A DHGNA é mais comum em homens do que em mulheres. As pessoas com maior risco de doença hepática gordurosa não alcoólica são aqueles que: São obesos; Apresentam resistência à insulina, associada com diabetes; Apresentam hipertensão; Apresentam hiperlipidemia; Fazem uso de certos medicamentos prescritos para outras condições, tais como distúrbios do ritmo cardíaco ou câncer; Passaram fome apresentando desnutrição e precisaram ser alimentadas por via intravenosa. A crescente epidemia de obesidade que afeta muitas populações ocidentais está levando a um aumento nos casos de esteatose hepática.
ResponderExcluirO tratamento da DHGNA deve ser sempre
ResponderExcluirbaseado em evidências científicas.
Este tem como objetivos principais: controlar
os fatores de risco (obesidade,
diabetes mellitus e dislipidemia), prevenir
a progressão da doença para formas
mais graves e prevenir complicações.
Para os pacientes portadores de esteatose
a terapêutica deve ser voltada para o
controle de fatores de risco para DHGNA
e medidas de comportamentos.
Mudanças no estilo de vida devem ser
incentivadas por meio de atividade física
regular e dietas equilibradas. A atividade
física reduz a massa gorda (adipócitos)
e aumenta a massa magra, melhora o
metabolismo lipídico independente da
perda de peso, diminui a resistência à
insulina, contribui no controle do peso e
reduz a glicemia, a hipertensão arterial
e o risco cardiovascular. Recomendam-
-se exercícios aeróbicos diários, ou, p
fonte
http://www.sbhepatologia.org.br/pdf/FASC_HEPATO_31_FINAL.pdf